A vida prossegue após o luto. A Perda de um Filho.

“A PERDA DE UM FILHO. A vida prossegue após o luto.
Psicólogo diz que viver a tristeza é saudável, mas só por um determinado período.

(…)Famosos ou anônimos, pais que veem a ordem natural das coisas ser subvertida precisam saber trabalhar o luto para prosseguir com a vida de maneira saudável.
Segundo o psicólogo Othon Vieira Neto, além do sentimento de perda da pessoa amada, é muito comum surgir culpa em casos como esses.
– A função dos pais é proteger os filhos, não importa a idade deles. Então, quando um filho morre, vem a sensação de falha. Fica a impressão de que poderia ter sido feito muito mais – explica o psicólogo, professor universitário especialista em luto e trauma e presidente do Instituto Karunã de Assistência Psicológica em Emergências.
Os sentimentos de negação (não aceitar o ocorrido) e fracasso também são recorrentes, já que os pais sempre esperam que os filhos os superem, ou seja, que sejam mais bem sucedidos e felizes.
– Com a morte, esse projeto também acaba. Por isso, muitos pais dizem “Eu preferia ter ido no lugar dele”, por conta de todas as expectativas que existem em cima dos filhos – diz.


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É possível sobreviver e ainda ser feliz

De acordo com Othon Vieira Neto, o processo de luto precisa ter um prazo de validade. Ele é superado quando as lembranças da convivência se tornam mais presentes do que as memórias da perda:
– É quando a pessoa consegue sobreviver à dor, continuar a vida e até chegar a ser feliz.
O lugar que aquele filho ocupou no coração da família vai sempre estar presente, mas a vida continua.
– Em geral, o mal-estar que impede a realização de atividades cotidianas dura seis semanas.
O primeiro ano após a morte da pessoa querida é o mais difícil, pois trará as primeiras datas importantes – aniversários, Natal e réveillon, por exemplo – sem ela.
– Após a passagem por cada data, os sentimentos de tristeza vão diminuir. O importante é ter isso em conta, que o sofrimento não será permanente – diz Vieira Neto.

CONFIRA ALGUMAS DICAS

– O mais importante: foque em quem está vivo. Não tire o espaço de outras pessoas queridas na sua vida porque alguém morreu. seus outros parentes e amigos também precisam de atenção e amor.
– Desde que não fira seus princípios, participe das cerimônias de passagem: velório, sepultamento ou cremação e missas. Isso ajuda no processo de aceitação e superação do luto.
– Não force a barra querendo voltar ao ritmo normal da vida. Dê tempo ao tempo. Pessoas que tentam retornar a rotina após a morte de alguém querido sem estarem preparadas ainda tendem a se sentir fracassadas.
– Dê um novo sentido ao quarto de quem morreu. Evite deixá-lo intacto. A pessoa deve continuar presente no coração e na mente dos outros, não no ambiente.
– Doe as roupas da pessoa que morreu. É uma forma de a alegria dela continuar em desconhecidos.
– Jamais deixe reservado à mesa o lugar que a pessoa costumava ocupar, impedindo que outros tomem o assento. Quem morreu pode continuar presente de forma simbólica, nunca concreta.”

Fonte: Jornal EXTRA RJ, 03/12/2014, página 16, Bem-viver, Camilla Muniz, camilla.muniz@extra.inf.br

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